Yuri Seródio

O artista sempre conviveu com linhas retas e simetrias, estilo arquitetônico do seu pai – que era engenheiro, arquiteto e piloto de avião. Esse universo cartesiano, permeou a vida do artista que, na sua formação – para surpresa de todos -, optou por cursar Administração de Empresas, se especializando em gestão de qualidade, cujo objetivo era sempre a padronização de processos. Mas nunca deixou de lado suas paixões de criança: arte e fotografia.

Ao longo de sua trajetória, esse pernambucano decidiu mudar para São Paulo em 2008 e, mesmo absorvido no mundo corporativo, realizou alguns trabalhos de fotografia autoral, ainda que informalmente. Fez algumas viagens expedicionárias e buscou ampliar ainda mais o prazer de transformar esse hobby em sua futura profissão.

Para que suas fotos ganhassem ainda mais forma e técnica, Yuri realizou diversos cursos e estudou profundamente a fotografia e a história da arte, em escolas como a Fullframe. Seu conhecimento foi expandido com workshops de alguns fotógrafos conceituados, entre eles Claudia Jaguaribe, Márcio Scavone, Rinko Kawauchi e Luiz Braga. Suas viagens ao redor do mundo também foram pontos altos para uma predileção em seu estilo fotográfico, acompanhado por outros grandes nomes da fotografia, valendo citar Christian Cravo e David Alan Harvey.

Diante dessa imersão no universo das artes, a herança paterna se fez transbordar: o olhar linear do pai permeou o trabalho do artista. Essa “quase” obsessão pela ordem transformou-se no maior trunfo de suas obras e o tom de seu trabalho: riqueza de detalhes em linhas retas, proporções perfeitas, o contraste das cores – ainda que discretas – e um altíssimo apuro estético. Suas obras, sóbrias, mixam o clássico ao contemporâneo. São vivas, atemporais e democráticas.

A série “Compassos Paralelos” reforça a metodologia de trabalho de Yuri Seródio, em meio ao mais completo silêncio, num misto de concentração e contemplação em espaços ricos de suas próprias histórias ao redor do mundo. Mesmo isentas da figura humanas, as obras de Yuri são convidativas o suficiente para transportar seu expectador para um universo particular, com seu próprio enredo.

Algumas de suas obras já foram adquiridas por colecionadores brasileiros, assim como nos EUA, Alemanha, Paris, Japão e Portugal. Já expôs suas obras na galeria Room46 Art Space, em Guayaquil (Equador, 2016). No Brasil, participou da exposição coletiva MADE, no Jockey Club (SP, 2016) e DW Week (SP, 2016).

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