"GARI"

Varredor de rua, contratado para realizar a limpeza pública das cidades, numa visão geral e de significado simplista. Numa visão artística e sob o olhar panóptico da artista visual francesa Gasediel, esses profissionais tão importantes e necessários no cotidiano de todos, se tornam o motivo, o apontamento e o assunto tratado nessa série apresentada na exposição: #Gari.
Se em 1976, a palavra Gari estava relacionada ao sobrenome da primeira pessoa responsável pela limpeza pública do Rio de Janeiro (o francês Aleixo Gari), quatro décadas depois uma compatriota dele, atualiza, contextualiza e resignifica esse antropônimo numa relevante e pertinente homenagem. Em forma de poesia visual, Gasediel sugere que voltemos nosso olhar para essas pessoas, que no cotidiano das cidades, quase sempre são invisíveis, subjugados e com sua presença que quase sempre acontece por sua ausência.
Questões como: existência, pertencimento, valores sociopolíticos, a importância do indivíduo para o coletivo, a cidadania e o respeito, podem ser observados nas composições da artista, que numa plasticidade poética e processual, aponta para o cinza da cidade como pano de fundo e contraponto para colorido de um povo, que aqui, de forma simbólica e magistral é representado na figura do gari.
(Francisco Rosa)

Essa nova séria e uma seguida lógica após a 4ª parede. Atras dela ca uma pesquisa que continua sobre a memória da cidade. Desta vez, os cartazes da cidade perdem seus lugares de honra em favor destes homens e mulheres na cidade, os homens das sombras, o Gari. A técnica utilizada e o resultado de uma pesquisa começada em Londres que tem com objetivo de aproximar um pedaço de pele das paredes rasgado da cidade.E papel de algodão com camadas de concreto que acaba por ficar onduladinho. Nesse Papel de algadão após a passagem das camadas de concreto que tenta apresentar o epiderme da cidade aparece como tatuagens ou decalques estes homens das sombras integrado na cidade. Apenas as áreas de luminosas são pintadas, não há linhas traçadas, nem rosto, nem pele, só os pedAços luz do uniforme. A imagem chega na realidade pela ideia do uniforme. As áreas cinzentas são geridos pelo fundo relativamente escuro e atormentado. Este trabalho baseia-se – improvisação, cada um reage de forma diferente para baixo – o diálogo que possa surgir entre as camadas de tinta e o material bruto.Esse uniforme do Gari pertencia desta epiderme da cidade como a pixação, os restos das cartazes , e outras pequenas mensagens deixadas nas paredes que a gente não percebe mais. A pixação ela ainda tatuagem simbólica de São Paulo se mistura com silhuetas e participa de sua construção.

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Alexandre Orion-2Foto: Divulgacao