{"id":10201,"date":"2022-02-17T16:08:07","date_gmt":"2022-02-17T19:08:07","guid":{"rendered":"https:\/\/luismaluf.com\/uncategorized\/nao-se-esqueca-do-que-e-epico\/"},"modified":"2024-10-21T14:54:34","modified_gmt":"2024-10-21T17:54:34","slug":"nao-se-esqueca-do-que-e-epico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/luismaluf.com\/en\/past\/nao-se-esqueca-do-que-e-epico\/","title":{"rendered":"N\u00e3o se esque\u00e7a do que \u00e9 \u00c9pico"},"content":{"rendered":"<div class=\"wpb-content-wrapper\">[vc_row thb_full_width=&#8221;true&#8221; el_class=&#8221;align-justify&#8221;][vc_column width=&#8221;1\/4&#8243;][vc_column_text animation=&#8221;animation left-to-right&#8221;]<span style=\"font-weight: 400;\">LUIZ ESCA\u00d1UELA<\/span><\/p>\n<h1>N\u00c3O SE ESQUE\u00c7A DO QUE \u00c9 \u00c9PICO<\/h1>\n[\/vc_column_text][vc_separator][vc_column_text animation=&#8221;animation bottom-to-top&#8221;]\n<p style=\"text-align: right;\"><b>17 de Fev a 26 de Mar 2022<br \/>\n<\/b>Rua Brigadeiro Galv\u00e3o, 996<br \/>\nBarra Funda \u2013 SP<\/p>\n[\/vc_column_text][\/vc_column][vc_column width=&#8221;2\/3&#8243; css=&#8221;.vc_custom_1653519856748{background-position: center !important;background-repeat: no-repeat !important;background-size: contain !important;}&#8221;][vc_empty_space mobile_height=&#8221;30px&#8221; height=&#8221;0px&#8221;][vc_column_text animation=&#8221;animation bottom-to-top&#8221;]\u00c9picas s\u00e3o as grandes narrativas que marcam a hist\u00f3ria. Elas s\u00e3o t\u00e3o m\u00edticas quanto cotidianas, e seu poder de permear nossa cultura e individualidade \u00e9 profundo e complexo. \u201cN\u00e3o se esque\u00e7a do que \u00e9 \u00c9pico\u201d \u00e9 um convite para resgatarmos na nossa mem\u00f3ria, e na nossa iconografia, quais s\u00e3o as poss\u00edveis manifesta\u00e7\u00f5es \u00e9picas criadas na intera\u00e7\u00e3o das imagens.<br \/>\nA exposi\u00e7\u00e3o re\u00fane os mais recentes trabalhos do artista Luiz Esca\u00f1uela. Atrav\u00e9s da sua pintura, Esca\u00f1uela desenvolve a nova s\u00e9rie atrav\u00e9s de sobreposi\u00e7\u00f5es de figuras e texto, numa forma\u00e7\u00e3o similar a uma colagem desses elementos. As composi\u00e7\u00f5es tensionam o exerc\u00edcio da especula\u00e7\u00e3o po\u00e9tica, em que o espectador ativa sua mem\u00f3ria e busca hiper-links para fazer a leitura das obras.<\/p>\n<p>Religi\u00e3o e iconoclastia, presen\u00e7a e virtualidade, refer\u00eancia e apropria\u00e7\u00e3o, identidade e conting\u00eancia. Dentro desse universo criado nos deparamos com a assimila\u00e7\u00e3o espont\u00e2nea entre as imagens, e somos instigados a buscar os significados na subjetividade, em uma tentativa de saciar, pelo menos um pouco, a fome por aquilo que \u00e9 \u00c9pico.<\/p>\n<p><strong>N\u00e3o se esque\u00e7a do que \u00e9 \u00c9pico &#8211; Luiz Esca\u00f1uela<\/strong><br \/>\n<strong>Abertura:<\/strong> 17 de fevereiro de 2022, das 18h \u00e0s 21:30h (gratuita e aberta ao p\u00fablico geral)<br \/>\n<strong>Visita\u00e7\u00e3o:<\/strong> de 18 de fevereiro de 2022 a 26 de mar\u00e7o de 2022, se segunda a sexta das 10h \u00e0s 19h, s\u00e1bados das 11h \u00e0s 17h.<\/p>\n<p><strong>Local:<\/strong> Usina Luis Maluf &#8211; Rua Brigadeiro Galv\u00e3o, 996, Barra Funda &#8211; S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Texto curatorial de Victor Gorgulho<\/strong><\/p>\n<p>Na acep\u00e7\u00e3o terminol\u00f3gica dos dicion\u00e1rios, iconoclasta \u00e9 aquele que \u201cquebra \u00edcones\u201d; e, em seu entendimento hist\u00f3rico, \u00e9 um termo repleto de sentido pag\u00e3o e de conduta, por vezes, desviante. Mas tamb\u00e9m \u00e9 poss\u00edvel entender esta quebra como um processo de an\u00e1lise \u2013 como a a\u00e7\u00e3o de separar um todo em seus elementos simples.<\/p>\n<p>\u00c9 a partir desse segundo sentido que o jovem artista Luiz Esca\u00f1uela vem construindo um rico imagin\u00e1rio po\u00e9tico-visual. Esca\u00f1uela re\u00fane signos comuns \u00e0s nossas viv\u00eancias culturais, \u00e0s nossas experi\u00eancias cotidianas e ao inconsciente coletivo para elaborar uma cosmologia visual que impacta, o espectador, primeiro pelo choque temporal que nos apresentam. Com destreza, o artista lan\u00e7a m\u00e3o de signos e c\u00f3digos visuais t\u00edpicos do barroco e de outras formas cl\u00e1ssicas da arte em suas telas, em uma estranha &#8211; mas contundente &#8211; harmonia com signos contempor\u00e2neos presentes em nosso imagin\u00e1rio.<br \/>\nSeu dom\u00ednio de uma pintura, diga-se, propriamente acad\u00eamica, permite ao artista executar um salto transtemporal, em franca rejei\u00e7\u00e3o a deixar que sua obra seja dominada por uma narrativa apenas cartesiana ou propriamente l\u00f3gica.<\/p>\n<p>A justaposi\u00e7\u00e3o pode aparecer como uma intercess\u00e3o entre cartografia e tons de pele, entre planos figurativos e colagens com m\u00eddias digitais e, sobretudo, entre refer\u00eancias austeras e idiossincrasias contempor\u00e2neas. O resultado \u00e9 a constru\u00e7\u00e3o de um iconografia pr\u00f3pria que esmi\u00fa\u00e7a e investiga tem\u00e1ticas atuais em tom de manifesto. Mas, naturalmente, nos perguntamos, um manifesto em dire\u00e7\u00e3o ao que? Tampouco o artista parece querer nos dar respostas f\u00e1ceis, nos impondo, tela a tela, novas e intrincadas composi\u00e7\u00f5es &#8211; frequentemente dotadas de humor &#8211; em que perpetua uma esp\u00e9cie de jogo sem\u00e2ntico com seu espectador. Em um campo aberto, nada vertical, herm\u00e9tico ou vedado.<\/p>\n<p>A centralidade de temas pol\u00edticos assimila a viv\u00eancia do artista enquanto um habitante da periferia do mundo. O uso do vocabul\u00e1rio formal da hist\u00f3ria da arte europeia serve, ent\u00e3o, de componente cr\u00edtico na subvers\u00e3o das narrativas mestras que est\u00e3o em jogo em sua obra. Essa sensa\u00e7\u00e3o de deslocamento entre a forma art\u00edstica e os conte\u00fados representados acabam por performar, elas mesmas, as incongru\u00eancias dos processos hist\u00f3ricos que formaram a sociedade brasileira e, mais al\u00e9m, a latino-americana.<\/p>\n<p>O emprego de t\u00e9cnicas hiper-realistas de figura\u00e7\u00e3o e as dimens\u00f5es agigantadas de suas telas n\u00e3o s\u00e3o mero requinte ornamental do artista. Essas pr\u00e1ticas refinadas comp\u00f5em um vetor central para causar uma impress\u00e3o est\u00e9tica particular \u2013 a de esfuma\u00e7ar em detalhes os limites entre micro e macro. Isto permite uma aproxima\u00e7\u00e3o visual e conceitual entre relevos e condi\u00e7\u00f5es geogr\u00e1ficas, a materialidade da pele, a condi\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica daquilo que \u00e9 retratado.<\/p>\n<p>O hiper-realismo fant\u00e1stico de sua obra, igualmente, al\u00e7a seu processo gr\u00e1fico a uma posi\u00e7\u00e3o bastante particular em um mundo saturado de informa\u00e7\u00e3o imag\u00e9tica \u2013 o de gerar estranhamento pela escolha de uma m\u00eddia tradicional como a pintura a \u00f3leo para recriar aspectos extraordin\u00e1rios de um mundo globalizado.<\/p>\n<p>Em sua mais recente s\u00e9rie de pinturas, que intitula a exposi\u00e7\u00e3o, \u201cN\u00e3o se esque\u00e7a do que \u00e9 \u00c9pico\u201d, Esca\u00f1uela realiza obras in\u00e9ditas que reavivam seu prop\u00f3sito art\u00edstico. Esp\u00e9cie de carro-chefe do conjunto, \u201cSaturn\u00e1lia das Commodities\u201d, \u00e9 uma obra onde torna-se facilmente evidente o processo de iconoclastia reverso aplicado ao universo imag\u00e9tico do artista. A Saturn\u00e1lia -festa pag\u00e3 que comemorava o solst\u00edcio de inverno e, por isso, o fim da noite mais longa do ano e retorno do deus Saturno &#8211; \u00e9 tratada como o bacanal dos agentes poderosos da for\u00e7a do capital, \u00e0 custa do sacrif\u00edcio de sangue humano. Aqui, mais uma vez, os elementos brutais da mutila\u00e7\u00e3o do corpo contrastam com a figura\u00e7\u00e3o austera dos personagens em cena. O fundo de azulejos nos lembram um a\u00e7ougue, onde penduram-se peda\u00e7os de carne (humana?) e, tal como em bras\u00f5es imperiais, podemos observar um ramo de cana surgindo ao centro da tela, ao lado de uma plataforma petroleira. Em primeiro plano, uma esfera de cor sangue flutua como um oferenda sobre uma fonte em refer\u00eancia ao Sol que retorna. Mas n\u00e3o custa muito para percebermos a violenta semelhan\u00e7a entre o Sol dado em sacrif\u00edcio e o c\u00edrculo central da bandeira brasileira. Esse hibridismo simb\u00f3lico que permite falarmos em uma iconoclastia reversa: aquela em que a quebra dos elementos figurativos \u00e9 aplicada em um processo de s\u00edntese de uma nova resultante imag\u00e9tica.<\/p>\n<p>Em \u201cCopacabana\u201d, por sua vez, a condi\u00e7\u00e3o de manifesto de sua produ\u00e7\u00e3o toma aqui um aspecto ainda mais evidente, expl\u00edcito. Na tela, observamos as c\u00e9lebres pedras portuguesas que comp\u00f5em o cal\u00e7ad\u00e3o da orla do bairro de Copacabana, no Rio de Janeiro, um dos entremeados por aquilo que parece ser uma po\u00e7a de sangue. Mas a obra n\u00e3o \u00e9 uma simples analogia \u00e0 realidade brutal do genoc\u00eddio negro na cidade do Rio de Janeiro &#8211; sabemos. Partindo para um n\u00edvel de leitura macro &#8211; dualidade t\u00edpica de sua obra &#8211; ficamos com a impress\u00e3o de estarmos observando de cima veios de rios barrentos que agonizam sob atividade garimpeira. O tema do garimpo e do desmatamento reaparece em \u201cOs muitos fins da mem\u00f3ria\u201d. Nela, Esca\u00f1uela utiliza-se de uma narrativa ir\u00f4nica para contextualizar uma natureza morta em um terreno devastado pela minera\u00e7\u00e3o ilegal. Aqui, mais uma vez, uma tem\u00e1tica cara \u00e0 hist\u00f3ria da arte aparece apropriada para constituir uma cr\u00edtica \u00e0 condi\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica e material do Brasil, derivada de um passado colonial jamais plenamente superado.<\/p>\n<p>A arte de Luiz Esca\u00f1uela, afinal, opera entre incongru\u00eancias hist\u00f3ricas por meio das formalidades da arte. Seu hiper-realismo fant\u00e1stico joga luz sobre as contradi\u00e7\u00f5es da realidade dos pa\u00edses sul-americanos, mas o faz por meio de uma correla\u00e7\u00e3o imag\u00e9tica complexa, em que as in\u00fameras problem\u00e1ticas dessas sociedades n\u00e3o s\u00e3o tomadas, em sua obra, como elementos fragmentados, mas sim como parte de um todo estrutural e estruturado \u2013 por meio das ambival\u00eancias nos n\u00edveis de leitura que suas obras abrigam. A tem\u00e1tica do corpo \u2013 seja ele branco, cis, trans, preto, queer \u2013 sintetiza estas problematiza\u00e7\u00f5es a partir da dualidade das superf\u00edcies: por vezes a pele aparece maculada, por vezes \u00e9 a terra que est\u00e1 arrasada. Do drama e do exagero t\u00edpicos do barroco \u00e0 uma radical quebra e ruptura com academicismos europeus ao passo em que elementos de origem insuspeita ali tamb\u00e9m se fazem presente. Esca\u00f1uela d\u00e1 sentido cr\u00edtico, assim, \u00e0 nossa condi\u00e7\u00e3o perif\u00e9rica, utilizando-se da l\u00edngua do dominador mas tamb\u00e9m dos subterf\u00fagios e caminhos t\u00e3o pr\u00f3prios, t\u00e3o nossos &#8211; do artista, claro, mas tamb\u00e9m nossos, enquanto sociedade.[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text animation=&#8221;animation left-to-right&#8221;]\n<h3>CONFIRA O TOUR VIRTUAL DA EXPOSI\u00c7\u00c3O<\/h3>\n[\/vc_column_text][vc_empty_space height=&#8221;30px&#8221;][vc_column_text]\n<p style=\"text-align: center;\"><iframe loading=\"lazy\" style=\"width: 100%;\" src=\"https:\/\/my.matterport.com\/show\/?m=rgXuNJTbzk3&amp;play=1&amp;amp&amp;ts=30;amp&amp;qs=0;amp&amp;amp&amp;lp=1\" width=\"853\" height=\"540\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\">Fill browser window<\/iframe><\/p>\n[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row el_class=&#8221;align-justify&#8221;][vc_column width=&#8221;1\/3&#8243;][vc_column_text animation=&#8221;animation left-to-right&#8221;]\n<h3>SOBRE O ARTISTA<\/h3>\n[\/vc_column_text][vc_column_text animation=&#8221;animation bottom-to-top&#8221;]Luiz Esca\u00f1uela nasceu em 1993, na cidade de S\u00e3o Caetano do Sul.<\/p>\n<p>Desde os 6 anos de idade treina desenhos de observa\u00e7\u00e3o e a din\u00e2mica das cores. Formou-se em design gr\u00e1fico e concebeu sua primeira s\u00e9rie de obras autorais aos 20 anos, quando come\u00e7ou a estudar artes visuais. Em seus estudos Esca\u00f1uela entra a fundo nas teorias da arte contempor\u00e2nea, desenvolvendo uma linha de pesquisa onde passa a usar sua t\u00e9cnica a favor de narrativas conceituais.<\/p>\n<p>Seu trabalho toma como diretriz principal o primor minucioso da t\u00e9cnica hiper-realista \u00e0 \u00f3leo unido \u00e0s experimenta\u00e7\u00f5es te\u00f3ricas sobre a representa\u00e7\u00e3o anat\u00f4mica, inserindo-a em novos contextos e lugares. O artista utiliza a representa\u00e7\u00e3o como um instrumento que converge com a iconografia brasileira para o desenvolvimento de novas narrativas pl\u00e1sticas e conceituais. Ao trabalhar a artesania da t\u00e9cnica junto \u00e0 tem\u00e1ticas de den\u00fancia, o trabalho converge em possibilidades de fasc\u00ednio e reflex\u00e3o que a pintura figurativa ainda desperta nas pessoas, sejam elas entusiastas ou leigas em arte.<\/p>\n<p>Tensionando os limites entre o micro e o macro e as caracter\u00edsticas dial\u00e9ticas entre o corpo e seu ambiente, sua obra prop\u00f5e a concep\u00e7\u00e3o do ser humano como esp\u00e9cie e ser social, buscando as propriedades da pele e do corpo em justaposi\u00e7\u00e3o \u00e0 tem\u00e1ticas hist\u00f3ricas, iconogr\u00e1ficas e cartogr\u00e1ficas brasileiras. Para Esca\u00f1uela o artista precisa estar atento \u00e0s quest\u00f5es do seu tempo ao investigar a produ\u00e7\u00e3o de tempos anteriores, analisando as possibilidades de se propor o novo e o disruptivo.[\/vc_column_text][\/vc_column][vc_column width=&#8221;1\/2&#8243;][vc_empty_space mobile_height=&#8221;30px&#8221; height=&#8221;0px&#8221;][vc_single_image image=&#8221;8816&#8243; img_size=&#8221;full&#8221;][\/vc_column][\/vc_row]\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p><b>LUIZ ESCA\u00d1UELA<\/b><br \/>\n17 de Fev &#8211; 26 de Mar 2022<\/p>\n<p><em>Galeria Luis Maluf<\/em><br \/>\nR. Peixoto Gomide, 1887, Jardins<br \/>\nSeg \u2013 Sex: 10h-19h<br \/>\nS\u00e1b: 11h-17h<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":8806,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[165],"tags":[221],"class_list":["post-10201","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-past","tag-luiz-escanuela-en-2"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/luismaluf.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10201","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/luismaluf.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/luismaluf.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/luismaluf.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/luismaluf.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10201"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/luismaluf.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10201\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/luismaluf.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/8806"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/luismaluf.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10201"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/luismaluf.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10201"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/luismaluf.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10201"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}