{"id":10206,"date":"2021-12-08T13:30:22","date_gmt":"2021-12-08T16:30:22","guid":{"rendered":"https:\/\/luismaluf.com\/uncategorized\/sobre-como-algo-entorta-aqui\/"},"modified":"2024-10-21T14:59:00","modified_gmt":"2024-10-21T17:59:00","slug":"sobre-como-algo-entorta-aqui","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/luismaluf.com\/en\/past\/sobre-como-algo-entorta-aqui\/","title":{"rendered":"Sobre como algo entorta aqui"},"content":{"rendered":"<div class=\"wpb-content-wrapper\">[vc_row thb_full_width=&#8221;true&#8221; el_class=&#8221;align-justify&#8221;][vc_column width=&#8221;1\/4&#8243;][vc_column_text animation=&#8221;animation left-to-right&#8221;]<span style=\"font-weight: 400;\">MARIANO BARONE<\/span><\/p>\n<h1>SOBRE COMO ALGO ENTORTA AQUI<\/h1>\n[\/vc_column_text][vc_separator][vc_column_text animation=&#8221;animation bottom-to-top&#8221;]\n<p style=\"text-align: right;\"><b>27 de Nov 2021<br \/>\n<\/b>Rua Peixoto Gomide, 1887<br \/>\nJardim Paulista \u2013 SP<\/p>\n[\/vc_column_text][\/vc_column][vc_column width=&#8221;2\/3&#8243; css=&#8221;.vc_custom_1653519856748{background-position: center !important;background-repeat: no-repeat !important;background-size: contain !important;}&#8221;][vc_empty_space mobile_height=&#8221;30px&#8221; height=&#8221;0px&#8221;][vc_column_text animation=&#8221;animation bottom-to-top&#8221;]<b><i>\u201cDevemos partir, pois Ningu\u00e9m tamb\u00e9m \u00e9 um nome de Ulisses\u201d<\/i><\/b><\/p>\n<p><b><i>Tiqqun. Teses sobre a comunidade terr\u00edvel.\u00a0 Dazibao.<\/i><\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Vira. E norte \u00e9 aquilo para onde aponta nossa fu\u00e7a na manuten\u00e7\u00e3o do sol sobre nosso ombro direito. Dobra. Uma das ruas sem nome que comp\u00f5em as muitas ruas sem nomes que comp\u00f5em o tecido do passo e do asfalto nessa cidade est\u00e1. Para. \u00c9 por n\u00e3o termos her\u00f3is suficientes o motivo das ruas se enunciarem do lugar comum do n\u00e3o-ter-sido? Vira. Olhando pro c\u00e9u esbarra em um sussurro para daqui a 7 anos, profecia daquelas que desconcertam e segue e pede licen\u00e7a \u00e0 intrigante rela\u00e7\u00e3o que h\u00e1 entre as nossas bocas e as portas de nossas casas, como estas dobram na entrega daquilo feito n\u00f3s que trope\u00e7a pro seu fora, dente feito soleira. Emite um som. Vira.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Na inf\u00e2ncia algo nos leva embora, e uma mancha antes rosa se funde a uma mancha aqui verde e figuras se enunciam de uma mem\u00f3ria pr\u00f3pria, n\u00e3o sabemos se do estudo do gesto que percorre a pr\u00e1tica do artista argentino ou se de algo que a lona 10 demanda; A pintura de Mariano Barone fala sobre empilhamentos, e aqui narramos como eles se acumulam.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Vira. E algo pede licen\u00e7a pra guiar nossos p\u00e9s, um passo por vez, numa dan\u00e7a que nunca nos ensinaram. Dobra. Uma m\u00e3o se entorna na constru\u00e7\u00e3o dos espa\u00e7os de sentido. Para. O olho percorre o lugar antes parede vazia, agora modula\u00e7\u00e3o de gesto. Vira. Olhando pra frente, a rela\u00e7\u00e3o de escala entre pintura e pintor se diluem, e cabe a n\u00f3s o lugar de enuncia-l\u00e1 agora. Emite um som. Vira.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Algo nestas pinturas some e esquece de se revelar, n\u00e3o sabemos se pelo tempo ou por um simples gesto eleito pelo artista, onde o jogo de velamento e descoberta j\u00e1 n\u00e3o nos \u00e9 poss\u00edvel pela tangibilidade difusa que a rela\u00e7\u00e3o entre forma e fundo constituem enquanto campo pict\u00f3rico no seu lidar com o suporte, e cada olhar sobre a superf\u00edcie da pintura apresentada aqui \u00e9 isso: o atestado que, n\u00e3o importa o quanto acreditemos que depositemos aten\u00e7\u00e3o irrestrita a um objeto, jamais seremos capazes de lhe compreender por inteiro.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Vira. Mand\u00edbulas se lan\u00e7am. Dobra. Algo refaz o fim do per\u00edodo cret\u00e1ceo. Para. Uma das ruas sem nome que comp\u00f5em as muitas ruas sem nomes que comp\u00f5em o tecido do passo e do asfalto nessa cidade est\u00e1. Olha. Um misto de maciez e especula\u00e7\u00e3o abra\u00e7a nossos t\u00eanis. Vira. \u00c9 essa a mais importante do dia?. Morde. Algo se arrasta nos tr\u00f3picos, um m\u00edssil \u00e9 solto por uma m\u00e3o. Emite um som. Vira.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">As pinturas de Mariano falam da responsabilidade sobre a veladura e a camada, da possibilidade dos tons se enunciarem em sua individualidade, do gesto poder ser alus\u00e3o a algo que acreditamos conhecer, mas que se perde na tradu\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p>Texto de <strong>Guilherme Teixeira<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A visita\u00e7\u00e3o acontece de <strong>27 de novembro de 2021<\/strong> a <strong>15 de janeiro de 2022<\/strong>, de segunda a sexta-feira, das <strong>11h \u00e0s 20h<\/strong> e s\u00e1bado das <strong>11h \u00e0s 18h <\/strong>(Galeria Luis Maluf \u2013 Rua Peixoto Gomide, 1887, Jardins). Gratuita e aberta a todo o p\u00fablico.[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row el_class=&#8221;align-justify&#8221;][vc_column width=&#8221;1\/3&#8243;][vc_column_text animation=&#8221;animation left-to-right&#8221;]\n<h3>SOBRE O ARTISTA<\/h3>\n[\/vc_column_text][vc_column_text animation=&#8221;animation bottom-to-top&#8221;]Mariano Barone nasceu em Santa Fe, Argentina, em 1985<\/p>\n<p>O artista foi um dos participantes do projeto de Resid\u00eancia Art\u00edstica que aconteceu na Usina Luis Maluf. Barone \u00e9 orientado pelo gesto metaf\u00f3rico de mastigar, deglutir e devolver ao mundo elementos visuais de seu entorno, sejam estes oriundos do espa\u00e7o urbano ou de seu pr\u00f3prio ateli\u00ea. Ele trabalha o reaproveitamento de partes de antigos desenhos e pinturas para a produ\u00e7\u00e3o de novas obras, em um movimento de transforma\u00e7\u00e3o constante.[\/vc_column_text][\/vc_column][vc_column width=&#8221;1\/2&#8243;][vc_empty_space mobile_height=&#8221;30px&#8221; height=&#8221;0px&#8221;][vc_single_image image=&#8221;8416&#8243; img_size=&#8221;full&#8221;][\/vc_column][\/vc_row]\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p><b>MARIANO BARONE<\/b><br \/>\n27 de Nov 2021- 15 de Jan 2022<\/p>\n<p><em>Galeria Luis Maluf<\/em><br \/>\nR. Peixoto Gomide, 1887, Jardins<br \/>\nSeg \u2013 Sex: 10h-19h<br \/>\nS\u00e1b: 11h-17h<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":8404,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[165],"tags":[],"class_list":["post-10206","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-past"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/luismaluf.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10206","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/luismaluf.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/luismaluf.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/luismaluf.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/luismaluf.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10206"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/luismaluf.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10206\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/luismaluf.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/8404"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/luismaluf.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10206"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/luismaluf.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10206"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/luismaluf.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10206"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}