{"id":10214,"date":"2021-09-22T12:27:09","date_gmt":"2021-09-22T15:27:09","guid":{"rendered":"https:\/\/luismaluf.com\/uncategorized\/ser-uma-ponte-e-nao-um-fim\/"},"modified":"2024-10-21T15:30:07","modified_gmt":"2024-10-21T18:30:07","slug":"ser-uma-ponte-e-nao-um-fim","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/luismaluf.com\/en\/past\/ser-uma-ponte-e-nao-um-fim\/","title":{"rendered":"Ser uma ponte e n\u00e3o um fim"},"content":{"rendered":"<div class=\"wpb-content-wrapper\">[vc_row thb_full_width=&#8221;true&#8221; el_class=&#8221;align-justify&#8221;][vc_column width=&#8221;1\/4&#8243;][vc_column_text animation=&#8221;animation left-to-right&#8221;]<span style=\"font-weight: 400;\">CLARA BENFATTI e JACQUELINE FAUS<\/span><\/p>\n<h1>SER UMA PONTE E N\u00c3O UM FIM<\/h1>\n[\/vc_column_text][vc_separator][vc_column_text animation=&#8221;animation bottom-to-top&#8221;]\n<p style=\"text-align: right;\"><b>23 de Set &#8211; 16 de Out 2021<br \/>\n<\/b>Rua Peixoto Gomide, 1887<br \/>\nJardim Paulista \u2013 SP<\/p>\n[\/vc_column_text][\/vc_column][vc_column width=&#8221;2\/3&#8243; css=&#8221;.vc_custom_1653519856748{background-position: center !important;background-repeat: no-repeat !important;background-size: contain !important;}&#8221;][vc_empty_space mobile_height=&#8221;30px&#8221; height=&#8221;0px&#8221;][vc_column_text animation=&#8221;animation bottom-to-top&#8221;]No campo das artes visuais, a paisagem come\u00e7ou a se evidenciar em obras do s\u00e9culo XIV, quando os artistas abandonaram progressivamente o espa\u00e7o plano e quase vazio da constru\u00e7\u00e3o celestial idealizada, para inserir em suas telas os aspectos de um mundo natural que estavam a descobrir. A paisagem s\u00f3 alcan\u00e7ou o estatuto de tema no s\u00e9culo XIX, com o paisagismo ingl\u00eas e o romantismo alem\u00e3o, quando, a\u00ed sim, passou a ser o personagem principal.<\/p>\n<p>E como produto cultural, a paisagem est\u00e1 sempre impregnada de determinantes culturais e sociais, que expressam experi\u00eancias de conv\u00edvio com o entorno. Ela exp\u00f5e uma forma de rela\u00e7\u00e3o com a natureza, uma maneira de olhar o mundo e de recri\u00e1-lo. Tendo em vista o deslocamento como um elemento essencial para que essas rela\u00e7\u00f5es entre ser humano e adjac\u00eancias se estabele\u00e7am, como seria pensar o mundo ao redor frente \u00e0 impossibilidade de locomo\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<p>Em seu conjunto de trabalhos, Clara Benfatti apresenta uma s\u00e9rie de ilhas imagin\u00e1rias que evidenciam um processo deliberado da artista na cria\u00e7\u00e3o de um cotidiano alternativo. Com um trabalho que utiliza-se da deriva pelas cidades como mat\u00e9ria de pesquisa art\u00edstica, o impedimento de tais deslocamentos levaram Clara a ficcionalizar uma paisagem oposta \u00e0 ideia de confinamento.<\/p>\n<p>Em outro aspecto, Jacqueline Faus cria esculturas em cer\u00e2mica cuja no\u00e7\u00e3o de paisagem se manifesta pela gestualidade da artista, ora por meio do desenho, ora por meio de formas, que destacam aspectos da natureza. Seja em grande ou pequena escala, a artista consegue transpor em seus objetos uma no\u00e7\u00e3o de desenho de paisagem que remete \u00e0 liberdade pict\u00f3rica da nossa primeira inf\u00e2ncia, numa esp\u00e9cie de resgate de uma imagem muito mais livre e desprendida.<\/p>\n<p>Diante da pergunta posta anteriormente, os trabalhos de Clara Benfatti e Jacqueline Faus trazem uma reflex\u00e3o sobre como construir paisagens diante de um mundo em suspens\u00e3o, recorrendo n\u00e3o somente ao resgate de registros internos de paisagens anteriormente registradas pelas artistas, mas tamb\u00e9m a fic\u00e7\u00f5es de um mundo porvir, enfrentando assim a tradi\u00e7\u00e3o do g\u00eanero da paisagem, abrindo sutilmente uma rede de considera\u00e7\u00f5es sobre suas infinitas possibilidades interpretativas.<\/p>\n<p><strong>Carollina Lauriano \u2013 Curadora<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A exposi\u00e7\u00e3o est\u00e1 aberta para visita\u00e7\u00e3o de <strong>23.09 a 16.10<\/strong>, de <strong>segunda a sexta das 11h \u00e0s 20h<\/strong> e aos <strong>s\u00e1bados das 11h \u00e0s 18h<\/strong>, na Rua Peixoto Gomide, 1887 (Jardins)[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row el_class=&#8221;align-justify&#8221;][vc_column width=&#8221;1\/3&#8243;][vc_column_text animation=&#8221;animation left-to-right&#8221;]\n<h3>SOBRE AS ARTISTAS<\/h3>\n[\/vc_column_text][vc_column_text animation=&#8221;animation bottom-to-top&#8221;]<strong>Clara Benfatti<\/strong>\u00a0concentra em sua pesquisa diferentes aspectos das rela\u00e7\u00f5es que se formam entre as cidades e seus habitantes. Interessam-lhe as possibilidades de criar novas experi\u00eancias no espa\u00e7o urbano. Recentemente come\u00e7ou a trabalhar com cartografias abstratas, investigando uma rela\u00e7\u00e3o subjetiva entre o indiv\u00edduo e o momento atual dentro da cidade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Jacqueline Faus<\/strong> tem como principal suporte de pesquisa a cer\u00e2mica, com interesse na imprevisibilidade de sua mat\u00e9ria prima. Por ser uma mat\u00e9ria de alta plasticidade, a argila oferece caminhos alternativos ao que foi imaginado, e \u00e9 no acaso dessa negocia\u00e7\u00e3o entre artista e mat\u00e9ria que Jacqueline se interessa. Em sua produ\u00e7\u00e3o a artista reflete sobre a rela\u00e7\u00e3o cont\u00ednua entre puls\u00e3o de vida e morte, realidade e fic\u00e7\u00e3o, ansiedade e contempla\u00e7\u00e3o.[\/vc_column_text][\/vc_column][vc_column width=&#8221;1\/2&#8243;][vc_empty_space mobile_height=&#8221;30px&#8221; height=&#8221;0px&#8221;][vc_single_image image=&#8221;7986&#8243; img_size=&#8221;full&#8221;][\/vc_column][\/vc_row]\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p><b>CLARA BENFATTI E JACQUELINE FAUS<\/b><br \/>\n23 de Set \u2013 16 de Out 2021<\/p>\n<p><em>Luis Maluf Galeria de Arte<\/em><br \/>\nRua Peixoto Gomide, 1887 \u2013 Jardim Paulista<br \/>\nSeg &#8211; Sex \u2013 10h \u00e0s 19h<br \/>\nS\u00e1b \u2013 11h \u00e0s 17h<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":7990,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[165],"tags":[],"class_list":["post-10214","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-past"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/luismaluf.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10214","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/luismaluf.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/luismaluf.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/luismaluf.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/luismaluf.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10214"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/luismaluf.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10214\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/luismaluf.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/7990"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/luismaluf.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10214"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/luismaluf.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10214"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/luismaluf.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10214"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}