{"id":11241,"date":"2022-09-01T12:46:09","date_gmt":"2022-09-01T15:46:09","guid":{"rendered":"https:\/\/luismaluf.com\/uncategorized\/corolario\/"},"modified":"2024-10-21T14:38:11","modified_gmt":"2024-10-21T17:38:11","slug":"corolario","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/luismaluf.com\/en\/past\/corolario\/","title":{"rendered":"Corol\u00e1rio"},"content":{"rendered":"<div class=\"wpb-content-wrapper\">[vc_row thb_full_width=&#8221;true&#8221; el_class=&#8221;align-justify&#8221;][vc_column width=&#8221;1\/4&#8243;][vc_column_text animation=&#8221;animation left-to-right&#8221;]<span style=\"font-weight: 400;\">Edu Silva<\/span><\/p>\n<h1>Corol\u00e1rio<\/h1>\n[\/vc_column_text][vc_separator][vc_column_text animation=&#8221;animation bottom-to-top&#8221;]\n<p style=\"text-align: right;\"><strong>23 de agosto &#8211; 17 de setembro<\/strong><br \/>\nLuis Maluf Galeria de Arte<br \/>\nRua Peixoto Gomide, 1887 &#8211; Jardim Paulista<\/p>\n[\/vc_column_text][\/vc_column][vc_column width=&#8221;2\/3&#8243; css=&#8221;.vc_custom_1653519856748{background-position: center !important;background-repeat: no-repeat !important;background-size: contain !important;}&#8221;][vc_empty_space mobile_height=&#8221;30px&#8221; height=&#8221;0px&#8221;][vc_column_text animation=&#8221;animation bottom-to-top&#8221;]O artista paulistano Edu Silva produz com persist\u00eancia no campo pict\u00f3rico \u2013 ou seja, pinturas que podem ser tanto os quadros bidimensionais que representam faz muito a linguagem, mas tamb\u00e9m experi\u00eancias algo arriscadas da linguagem pelo espa\u00e7o, como os in\u00e9ditos objetos-cubo que apresenta em Corol\u00e1rio, a primeira individual na Luis Maluf Galeria. Grosso modo, o t\u00edtulo da mostra se refere a um pensamento ou consequ\u00eancia derivado de uma premissa, de uma ideia anterior.<\/p>\n<p>Longe de uma concep\u00e7\u00e3o apenas formal, real\u00e7ar a pesquisa ininterrupta, dentro de uma disciplina di\u00e1ria, de um fazer costumeiro, joga luzes sobre o corpus de obra do artista. Os campos de cor em embates constantes, por sobre as superf\u00edcies ora lisas, ora perme\u00e1veis, se mesclam em processos por vezes mais lentos e, j\u00e1 sobre o chassi, podem manifestar cores mais fortes que tra\u00e7am sua robustez via delimita\u00e7\u00f5es de ordem gr\u00e1fica. Tanto em escalas generosas como em tamanhos \u2018de c\u00e2mara\u2019, as linhas configuram territ\u00f3rios, arquip\u00e9lagos, continentes e topologias de cores, planos e volumes que se desdobram \u00e0 maneira de cartografias po\u00e9ticas a servi\u00e7o de uma visualidade movedi\u00e7a e n\u00e3o conformada.<\/p>\n<p>Algumas s\u00e9ries, no entanto, exasperam o que poderia ser um tom apenas harm\u00f4nico. Por meio de procedimentos e constru\u00e7\u00f5es formais, a po\u00e9tica de Silva vai conjugando elementos que, j\u00e1 por meio de outra camada de leitura, se conectam com a sua condi\u00e7\u00e3o de artista egresso das periferias e que discute a quest\u00e3o racial no Brasil.<\/p>\n<p>Em um pa\u00eds que esconde o passado escravocrata violento e de marcada desigualdade social, a cria\u00e7\u00e3o de Resist\u00eancias (2019), em que papel\u00e3o numa colora\u00e7\u00e3o kraft bastante comum \u00e9 disposto junto de um m\u00e1rmore polido, em pe\u00e7a de ar construtivo, provoca outras leituras que n\u00e3o apenas as da visualidade. H\u00e1 tamb\u00e9m pinturas em que \u00e1reas algo bege, algo ocre, se aproximam de rasgos por conta das bordas feitas mais irregularmente. Em outros, a nobreza do linho escapa de mero recept\u00e1culo das tintas e se torna cor n\u00e3o apenas de fundo. Em 1979 (2019), objetos escapam da bidimensionalidade em caixas de vidro que abrigam diminutos c\u00edrculos de um pardo opaco. A cada movimenta\u00e7\u00e3o, um novo dispor. S\u00e9rie que, em conjunto com outras parecidas, coloca a investiga\u00e7\u00e3o do artista a servi\u00e7o de discuss\u00f5es atuais bastante pungentes.<\/p>\n<p>A mem\u00f3ria \u00e9 outro vetor relevante em Corol\u00e1rio. Os objetos-cubo, intitulados Entre (2022), que se filiam ao tridimensional e tamb\u00e9m a um pict\u00f3rico mais expandido podem se ligar \u00e0 inf\u00e2ncia do artista, perto do pai marmorista, em momentos l\u00fadicos \u2013 e n\u00e3o s\u00f3, estabelecendo elos com a tens\u00e3o de crises identit\u00e1rias. E, se nos detivermos numa visada sobre as pinturas stricto sensu, tintas, texturas e mat\u00e9rias que ocupam, desenham e se espalham parecem tamb\u00e9m demarcar trajet\u00f3rias, estabelecer percursos, atestar processos e instantes de jornadas alongadas ou rotineiras. Antes de ser designer e artista, ele trabalhou em diversos empregos distantes de onde morava \u2013 num s\u00f3 exemplo, das cercanias de Embu para a Faria Lima todos os dias. Assim, deslocamento \u00e9 um conceito central na produ\u00e7\u00e3o de Edu Silva, que, por isso, aproxima o seu fazer de pr\u00e1ticas contempor\u00e2neas de pares.<\/p>\n<p>Olhares acurados e n\u00e3o \u00f3bvios a partir da particular mat\u00e9ria po\u00e9tica de Edu Silva, que, lidando com habilidade entre a conten\u00e7\u00e3o e a expans\u00e3o, a delimita\u00e7\u00e3o e a insurg\u00eancia, o demarcar e o espalhar, o anonimato e a autoralidade, consegue, de modo brilhante, suplantar as paisagens intermedi\u00e1rias que golpeiam e v\u00eam de encontro a n\u00f3s com rapidez assustadora.<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Mario Gioia<br \/>\nCurador<\/p>\n[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row el_class=&#8221;align-justify&#8221;][vc_column width=&#8221;1\/3&#8243;][vc_column_text animation=&#8221;animation left-to-right&#8221;]\n<h3>SOBRE O ARTISTA<\/h3>\n[\/vc_column_text][vc_column_text animation=&#8221;animation bottom-to-top&#8221;]Edu Silva, S\u00e3o Paulo (1979). Vive e trabalha em S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>Artista visual graduado em produ\u00e7\u00e3o multim\u00eddia pelo Senac (2010), dedica-se<br \/>\n\u00e0s artes visuais e a projetos gr\u00e1ficos em seu ateli\u00ea. Ap\u00f3s um percurso como diretor de arte e docente em comunica\u00e7\u00e3o visual, complementa sua forma\u00e7\u00e3o art\u00edstica frequentando cursos livres, grupos de estudos e acompanhamentos art\u00edstico. Destacam- se nessas incurs\u00f5es o curso de Hist\u00f3ria da arte com Rodrigo Naves, Pintura e reflex\u00e3o com Paulo Pasta e o Grupo de pesquisa em artes visuais, na Casa Contempor\u00e2nea com orienta\u00e7\u00e3o de Marcelo Salles.<\/p>\n<p>Edu se interessa por quest\u00f5es identit\u00e1rias, segrega\u00e7\u00e3o social, tens\u00f5es territoriais e a rediscuss\u00e3o da mesti\u00e7agem, tendo a pintura como principal produ\u00e7\u00e3o. Suas obras s\u00e3o constitu\u00eddas por campos crom\u00e1ticos divididos desigualmente, onde uma cor se estabelece como dominante enquanto outras cores ocupam menores espa\u00e7os \u00e0s margens da tela. No embate entre os matizes surgem os desenhos, linhas e ou formas geom\u00e9tricas org\u00e2nicas, sugerindo limites entre as cores.<\/p>\n<p>A partir de uma viv\u00eancia do \u201cestar entre\u201d, Silva, metaforicamente, pensa essas demarca\u00e7\u00f5es crom\u00e1ticas como fronteiras e a carga simb\u00f3lica que elas podem representar.<\/p>\n<p>Das exposi\u00e7\u00f5es individuais destacam-se: [In] Fluxos Crom\u00e1ticos no Centro Adamastor; Autorretrato na Galeria V\u00e9rtice; Mesti\u00e7agem na Casagaleria; Rupturas no MAB e na Casa da Xiclet. Das Coletivas: XXI e XX Bienal Internacional de Cerveira; 25o Sal\u00e3o de Artes Pl\u00e1stica da Praia Grande, 49o e 51o SAC de Piracicaba; Pintura Expandida na Galeria Virg\u00edlio e PIN\u2022C\u00c9U na Funarte. Premiado em 2a lugar na 10a edi\u00e7\u00e3o do Sal\u00e3o dos Artistas sem Galeria e em 1o lugar no XXXVII Sal\u00e3o de Artes de Rio Claro.[\/vc_column_text][\/vc_column][vc_column width=&#8221;1\/2&#8243;][vc_empty_space mobile_height=&#8221;30px&#8221; height=&#8221;0px&#8221;][vc_empty_space mobile_height=&#8221;30px&#8221; height=&#8221;0px&#8221;][vc_single_image image=&#8221;11085&#8243; img_size=&#8221;full&#8221;][\/vc_column][\/vc_row]\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p><b>EDU SILVA<\/b><br \/>\n23 de agosto \u2013 17 de setembro<\/p>\n<p><em>Luis Maluf Galeria de Arte<\/em><br \/>\nRua Peixoto Gomide, 1887 \u2013 Jardim Paulista<br \/>\nSeg &#8211; Sex \u2013 10h \u00e0s 19h<br \/>\nS\u00e1b \u2013 11h \u00e0s 17h<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":14126,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[165],"tags":[],"class_list":["post-11241","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-past"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/luismaluf.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11241","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/luismaluf.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/luismaluf.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/luismaluf.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/luismaluf.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11241"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/luismaluf.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11241\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/luismaluf.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/14126"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/luismaluf.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11241"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/luismaluf.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11241"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/luismaluf.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11241"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}