{"id":13619,"date":"2023-09-01T17:47:30","date_gmt":"2023-09-01T20:47:30","guid":{"rendered":"https:\/\/luismaluf.com\/uncategorized\/buu-kennedy-e-sofia-lotti-o-encantamento-da-memoria-grafica-e-pictorica\/"},"modified":"2024-10-21T13:33:09","modified_gmt":"2024-10-21T16:33:09","slug":"buu-kennedy-e-sofia-lotti-o-encantamento-da-memoria-grafica-e-pictorica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/luismaluf.com\/en\/past\/buu-kennedy-e-sofia-lotti-o-encantamento-da-memoria-grafica-e-pictorica\/","title":{"rendered":"Bu\u2019\u00fa Kennedy e Sofia Lotti: o encantamento da mem\u00f3ria gr\u00e1fica e pict\u00f3rica"},"content":{"rendered":"<div class=\"wpb-content-wrapper\">[vc_row thb_full_width=&#8221;true&#8221; el_class=&#8221;align-justify&#8221;][vc_column width=&#8221;1\/3&#8243;][vc_column_text animation=&#8221;animation left-to-right&#8221;]<strong>Bu\u2019\u00fa Kennedy e Sofia Lotti<\/strong><\/p>\n<h1>O encantamento da mem\u00f3ria gr\u00e1fica e pict\u00f3rica<\/h1>\n[\/vc_column_text][vc_separator][vc_column_text animation=&#8221;animation bottom-to-top&#8221;]\n<p style=\"text-align: right;\"><strong>29 de agosto a<br \/>\n30 de setembro de 2023<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>Galeria Luis Maluf<\/em><br \/>\n<em>Rua Peixoto Gomide, 1887<\/em><\/p>\n[\/vc_column_text][\/vc_column][vc_column width=&#8221;2\/3&#8243; css=&#8221;.vc_custom_1678972569582{padding-left: 30px !important;background-position: center !important;background-repeat: no-repeat !important;background-size: contain !important;}&#8221;][vc_empty_space mobile_height=&#8221;30px&#8221; height=&#8221;0px&#8221;][vc_column_text animation=&#8221;animation bottom-to-top&#8221;]<strong><em>Bu\u2019\u00fa Kennedy e Sofia Lotti:<br \/>\n<\/em><\/strong><em>o encantamento da mem\u00f3ria gr\u00e1fica e pict\u00f3rica<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>C\u00e9u azul<br \/>\n<\/em><em>Que venha at\u00e9<br \/>\n<\/em><em>Onde os p\u00e9s<br \/>\n<\/em><em>Tocam na terra<br \/>\n<\/em><em>E a terra inspira<br \/>\n<\/em><em>E exala seus azuis<b> (1)<\/b><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>Caetano Veloso<\/em><\/p>\n<p>Realidade e sonho, del\u00edrio e raz\u00e3o, mem\u00f3ria e registro, representa\u00e7\u00e3o e abstra\u00e7\u00e3o \u2013 essas s\u00e3o algumas das dicotomias conjugadas nas fabula\u00e7\u00f5es po\u00e9ticas percept\u00edveis no corpo de trabalhos de Bu\u2019\u00fa Kennedy e Sofia Lotti. Cada um, ao seu modo, promove um exerc\u00edcio pl\u00e1stico-visual de entrela\u00e7amentos da riqueza paisag\u00edstica e gr\u00e1fica da vida em contato com a natureza, seja em sonho seja na experi\u00eancia despertos. Os caminhos po\u00e9ticos conduzidos na exposi\u00e7\u00e3o fazem acender o olhar para for\u00e7a pict\u00f3rica e formal do que foi poss\u00edvel representar ou subverter pela dupla posta em aproxima\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Desse modo, pelo encantamento da mem\u00f3ria gr\u00e1fica e pict\u00f3rica, dois universos art\u00edsticos v\u00e3o ao encontro do zigue-zague espacial da Galeria Luis Maluf. Bu\u2019\u00fa Kennedy (1978, Alto Rio Negro, S\u00e3o Gabriel da Cachoeira, Amazonas) traz em sua produ\u00e7\u00e3o em marchetaria a for\u00e7a de nossa arte contempor\u00e2nea ind\u00edgena, fiel \u00e0 tradi\u00e7\u00e3o e aos conhecimentos de sua origem advinda do povo <em>Ye&#8217;pamahs\u00e3<\/em>, conhecido como Tucano. J\u00e1 Sofia Lotti (1991, Po\u00e7os de Caldas, Minas Gerais) promove uma renova\u00e7\u00e3o de algumas t\u00e9cnicas cl\u00e1ssicas da arte \u2013 desenhos, past\u00e9is, pinturas e tape\u00e7arias \u2013 por meio de um exerc\u00edcio permanente de representa\u00e7\u00e3o e, tamb\u00e9m, de desconstru\u00e7\u00e3o da ideia de paisagem.<\/p>\n<p>Em tempo das crises do antropoceno, ambos devotam o olhar para a natureza e nos restauram o encantamento por ela. Em um processo cont\u00ednuo de tradu\u00e7\u00e3o, as experi\u00eancias de ambos promovem representa\u00e7\u00f5es em cores da vida que nos \u00e9 iluminada pelo exerc\u00edcio po\u00e9tico da raz\u00e3o. Todavia, isso acontece de maneira distinta, ao desbravarem um universo de cores, formas e grafias do que s\u00e3o capazes de enxergar.<\/p>\n<p>N\u00e3o esperem apenas conforto ou apaziguamento, h\u00e1 um real ponto de contato entre essas pr\u00e1ticas po\u00e9ticas que \u00e9 exatamente o oposto desse sentimento presente na superf\u00edcie: uma esp\u00e9cie de vertigem visual, um desdobramento da for\u00e7a vision\u00e1ria da arte. N\u00e3o falo aqui da vertigem como uma patologia, descrita em sintomas, mas de um estado de consci\u00eancia capaz de poder ver uma paisagem (ou mesmo uma miragem) de forma apurada, sempre atento ao fato de que aquilo que se posta diante dos olhos n\u00e3o est\u00e1 imune ao movimento que a passagem do tempo registra. Somos ent\u00e3o seduzidos pelo olhar do outro, encantado em cada uma das obras apresentadas. \u00a0E, por isso, acabamos atra\u00eddos por elas, algo distinto do que entendemos por predile\u00e7\u00f5es ou meras escolhas supersticiosas. Na l\u00f3gica da arte que agora nos \u00e9 apresentada, os trabalhos s\u00e3o na verdade apuros t\u00e9cnico-po\u00e9ticos, produzidos na madeira trabalhada por Bu\u2019\u00fa ou nos tra\u00e7os e formas dos desenhos e da tape\u00e7aria de Sofia.<\/p>\n<p>Sofia Lotti, por exemplo, traz para essa mostra uma sele\u00e7\u00e3o de trabalhos que arranjam tr\u00eas caminhos de sua sofisticada manualidade: desenhos tra\u00e7ados com materiais diversos, o pastel seco (um lugar transit\u00f3rio e amb\u00edguo, entre o desenho e a pintura) e a tecelagem manual revertida em tape\u00e7arias. Da amplitude de uma paisagem que dignifica a express\u00e3o \u201cat\u00e9 onde a vista alcan\u00e7a\u201d aos movimentos delicados e exuberantes de uma planta em flora\u00e7\u00e3o, a artista nos oferece uma mem\u00f3ria daquilo que ela capta e interpreta da natureza. No processo de trabalho dela, em especial nos past\u00e9is, a fotografia veio enquanto registro de um momento, aprisionando-se o pr\u00f3prio tempo. Dessa imagem e por meio de sua mem\u00f3ria sensitiva, Sofia decomp\u00f5e a imagem, para depois recomp\u00f4-la pictoricamente. Quando vistos em conjunto, seus tra\u00e7os, suas manchas de cor e seus volumes constru\u00eddos registram um l\u00e9xico pict\u00f3rico e gr\u00e1fico pr\u00f3prio.<\/p>\n<p>As composi\u00e7\u00f5es vertiginosas que vemos nas tape\u00e7arias e nos past\u00e9is embaralham nossa identifica\u00e7\u00e3o de quais ambientes estamos vendo. S\u00f3 reconhecemos melhor o contexto, quando acessamos os t\u00edtulos descritivos de cada pe\u00e7a, pequenas pistas de signos. At\u00e9 que ponto \u00e9 necess\u00e1rio identificar a localidade? Existe, enfim, um lugar transit\u00f3rio que conecte as paisagens g\u00e9lidas de uma Noruega interiorana com o cerrado ou o sert\u00e3o mineiro? Essas presen\u00e7as geogr\u00e1ficas em seus trabalhos acabam por conviver de maneira indistinta em seus trabalhos, especialmente a partir da maneira como foram expostos. Muitas das imagens encantadas da artista nos p\u00f5em no lugar da d\u00favida.<\/p>\n<p>Nesse embaralhamento do olhar, acontece um efeito que se reverte em movimento espacial da cor quando da nossa percep\u00e7\u00e3o mais demorada. Sugere-se um passeio pict\u00f3rico, trilhado pelo movimento do olhar ao longo das massas de cor que s\u00e3o dispostas. Acompanhamos a escolha intencional da artista que tenta decompor o tom que viveu na natureza. Por isso, com prop\u00f3sito, h\u00e1 o consciente transbordamento da cor para o limite sugerido pela moldura colorida. Mesmo pela sua fun\u00e7\u00e3o primeira de delimita\u00e7\u00e3o do corpo bidimensional, a moldura ganha tamb\u00e9m uma valora\u00e7\u00e3o compositiva. Por sua vez, na tape\u00e7aria, a borda e a estrutura s\u00e3o em sua maioria irregulares, gerando eventuais volumes, tens\u00f5es ou abaulados. H\u00e1, desse modo, uma vida do material que \u00e9 respeitada e tomada como parte do trabalho.<\/p>\n<p>Bu\u2019\u00fa Kennedy, por seu turno, nos apresenta a composi\u00e7\u00e3o de seus grafismos pict\u00f3ricos ancorado em um saber ancestral, feitos a partir da diversidade construtiva da marchetaria. \u00c9 no plano bidimensional de suas pe\u00e7as em madeira que se impregnam ritmos, perspectivas, caminhos e formas: todas elas s\u00e3o representa\u00e7\u00f5es do que a natureza \u00e9 capaz de nos dizer e nos orientar. Em certos momentos, com aquilo que n\u00f3s chamamos de um estado alterado da consci\u00eancia, o artista simboliza um l\u00e9xico pr\u00f3prio de sua cultura ind\u00edgena tucana, desembocando no universo das cores da natureza. Percebe-se uma intrincada elabora\u00e7\u00e3o de signos que perpassam seus saberes indissociados de uma for\u00e7a espiritual capaz de trabalhar as possibilidades de cura e restaura\u00e7\u00e3o. \u00c9 um vocabul\u00e1rio gr\u00e1fico-geom\u00e9trico que se apresenta pela repeti\u00e7\u00e3o em linha de s\u00edmbolos e cores, como, por exemplo, pode ser visto no trabalho <em>Se&#8217;\u00e3 Dia&#8217;po\u00e1 wahs\u00e9 kaapi&#8217;t<\/em><em>\u0289<\/em><em> hori.<\/em> \u00c9 quase como uma \u201ct\u00e1bua manifesto\u201d que personifica a sabedoria ancestral, da qual o artista \u00e9 leg\u00edtimo representante e guardi\u00e3o.<\/p>\n<p>O ato de ritualizar em busca do cuidado com o outro tamb\u00e9m se presentifica pela produ\u00e7\u00e3o pict\u00f3rica, podendo enveredar para uma representa\u00e7\u00e3o da abundante paisagem que o cerca em presen\u00e7a ou em sonho. Basta olhar com aten\u00e7\u00e3o para a obra <em>Hori Mihp\u0129<\/em>, onde uma precisa arquitetura do desenho se materializa, colocando em compasso dois signos: <em>Hori<\/em>\/Cores e <em>Mihp\u0129<\/em>\/A\u00e7ai. Reproduz-se, portanto, o que o artista nos contou: o a\u00e7a\u00ed \u00e9 um fruto que traz em si uma energia e uma vitalidade especiais, contribuindo para florescer ideias, emanando prosperidade e abund\u00e2ncia. N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que a vertigem provocada pela imagem \u00e9 fruto de sua intrincada constru\u00e7\u00e3o que tece os caminhos das cores da vida, ao mesmo tempo em que abstrai a pr\u00f3pria estrutura eloquente da palha de a\u00e7a\u00ed.<\/p>\n<p>A \u00fanica figura\u00e7\u00e3o do artista presente na exposi\u00e7\u00e3o \u00e9, na verdade, a miragem de um cen\u00e1rio vislumbrado pelo artista. Ele percebeu a presen\u00e7a de uma mulher na paisagem de um rio integrado \u00e0 natureza da floresta. Bu\u2019\u00fa nos contou que tal imagem veio com for\u00e7a ap\u00f3s seu rito com ayahuasca. O pr\u00f3prio desenrolar da mem\u00f3ria foi \u00a0tomado pela pot\u00eancia do que ele mesmo chama de \u201cbeber a luz do conhecimento\u201d. A ilumina\u00e7\u00e3o, portanto, \u00e9 agora de outra ordem. Curiosamente, nessa pe\u00e7a a pigmenta\u00e7\u00e3o da madeira tem menor for\u00e7a e n\u00e3o apresenta contrastes sublinhados de maneira en\u00e9rgica. O foco est\u00e1 nos tra\u00e7os da representa\u00e7\u00e3o figurativa que s\u00e3o bem mais evidentes e precisos. Independente de que caminho formal o artista construa, h\u00e1 o apre\u00e7o por fortalecer passagens simb\u00f3licas e efetivas para uma arte contempor\u00e2nea ind\u00edgena.<\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p><em>Paisagens em transla\u00e7\u00e3o<\/em><\/p>\n<p>Como gostar\u00edamos de afirmar, h\u00e1 sim o nosso encantamento pelas paisagens e representa\u00e7\u00f5es ilustradas. Entretanto, \u00e9 algo que se porta muito al\u00e9m das formalidades t\u00e9cnicas de cada um. A meu ver, os trabalhos em conjunto s\u00e3o exerc\u00edcios indel\u00e9veis de sedu\u00e7\u00e3o pela forma, cor e material que nos atraem para uma percep\u00e7\u00e3o mais acurada: ver para al\u00e9m da imagem descrita.<\/p>\n<p>Ao alcance de nossas vistas, cada obra instalada evoca o repert\u00f3rio de ambas as pr\u00e1ticas art\u00edsticas, nos apresentando uma mem\u00f3ria gr\u00e1fica e visual de suas experi\u00eancias cotidianas, quase que como algo an\u00e1logo a ideia da transla\u00e7\u00e3o, um caminho mais el\u00edptico, mais duradouro e menos objetivo. Esse caminho \u00e9 percept\u00edvel pela pot\u00eancia visual das mem\u00f3rias de Bu\u2019\u00fa, muitas vezes ativadas em seus rituais de cura, e nas paragens percorridas e visitadas pela Sofia mundo afora (e por ela subvertidas).<\/p>\n<p>Para ajudar no entendimento desses movimentos mencionados, trago um exemplo da m\u00fasica. H\u00e1 mais de 40 anos, um dos nossos maiores artistas em atividade, comp\u00f4s a can\u00e7\u00e3o Luz do Sol, da qual tomo alguns versos emprestados para compor a ep\u00edgrafe. Assim, como h\u00e1 um movimento sonoro e l\u00edrico que parece evocar inclusive a ideia de volta e at\u00e9 mesmo da transla\u00e7\u00e3o, pois enuncia ademais os ciclos de luz e vida, cada obra apresentada na exposi\u00e7\u00e3o &#8211; tanto do Bu\u2019\u00fa como da Sofia \u2013 cont\u00e9m tamb\u00e9m um movimento ativo de transforma\u00e7\u00e3o do suposto ambiente natural e buc\u00f3lico.<\/p>\n<p>Ora com maior apre\u00e7o pela realidade na captura da paisagem ora de forma mais subvertida, h\u00e1 em ambas as posturas um caminho mais el\u00edptico de aproxima\u00e7\u00e3o e de distens\u00e3o, de detalhe e de distanciamento, do que \u00e9 vision\u00e1rio e do que \u00e9 representativo, do que \u00e9 imagina\u00e7\u00e3o e do que \u00e9 real, do que \u00e9 ch\u00e3o e mat\u00e9ria e do que \u00e9 c\u00e9u e et\u00e9reo. De certo, existe um tr\u00e2nsito em curso, o mesmo movimento do azul que est\u00e1 na can\u00e7\u00e3o que vai do c\u00e9u para a terra e da terra para o c\u00e9u. Ao fim e ao cabo, vemos algo que \u00e9 traduzido pela presen\u00e7a magn\u00e2nima da luz, em especial, a que solariza os acontecimentos da vida.<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><strong>Diego Matos<\/strong>, 22 de agosto de 2023.<\/p>\n<hr \/>\n<p>(1)\u00a0Versos da can\u00e7\u00e3o <em>Luz do Sol <\/em>(1982), composta pelo artista brasileiro Caetano Veloso e gravada, em especial, em discos do pr\u00f3prio compositor e das artistas Nara Le\u00e3o e Gal Costa. A m\u00fasica foi tema musical do filme de F\u00e1bio Barreto, intitulado \u201c\u00cdndia, a filha do sol\u201d, em 1982.[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row css=&#8221;.vc_custom_1694784198123{margin-bottom: 12vh !important;}&#8221;][vc_column][vc_raw_html]JTNDaWZyYW1lJTIwc3R5bGUlM0QlMjJ3aWR0aCUzQSUyMDEwMCUyNSUzQiUyMiUyMHNyYyUzRCUyMmh0dHBzJTNBJTJGJTJGbXkubWF0dGVycG9ydC5jb20lMkZzaG93JTJGJTNGbSUzRGYzbzQ0QXJDZDM2JTI2cGxheSUzRDElMjYlMjZ0cyUzRDMwJTNCYW1wJTI2cXMlM0QwJTNCYW1wJTI2JTI2bHAlM0QxJTIyd2lkdGglM0QlMjI4NTMlMjIlMjBoZWlnaHQlM0QlMjI1NDAlMjIlMjBmcmFtZWJvcmRlciUzRCUyMjAlMjIlMjBhbGxvd2Z1bGxzY3JlZW4lM0QlMjJhbGxvd2Z1bGxzY3JlZW4lMjIlM0VGaWxsJTIwYnJvd3NlciUyMHdpbmRvdyUzQyUyRmlmcmFtZSUzRSUwQSUwQQ==[\/vc_raw_html][\/vc_column][\/vc_row]\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p><b>Bu\u2019\u00fa Kennedy e Sofia Lotti<\/b><br \/>\n29 de Ago 2023 \u2013 30 de Set 2023<\/p>\n<p><em>Galeria Luis Maluf<br \/>\nRua Peixoto Gomide, 1887<\/em><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":14179,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[165],"tags":[217],"class_list":["post-13619","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-past","tag-buu-kennedy-en"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/luismaluf.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13619","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/luismaluf.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/luismaluf.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/luismaluf.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/luismaluf.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=13619"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/luismaluf.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13619\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/luismaluf.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/14179"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/luismaluf.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=13619"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/luismaluf.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=13619"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/luismaluf.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=13619"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}