{"id":14976,"date":"2024-03-15T17:32:39","date_gmt":"2024-03-15T20:32:39","guid":{"rendered":"https:\/\/luismaluf.com\/uncategorized\/nasimplesesuavecoisa\/"},"modified":"2024-10-21T11:43:30","modified_gmt":"2024-10-21T14:43:30","slug":"nasimplesesuavecoisa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/luismaluf.com\/en\/past\/nasimplesesuavecoisa\/","title":{"rendered":"Na Simples e Suave Coisa \/ Suave, Coisa Nenhuma"},"content":{"rendered":"<div class=\"wpb-content-wrapper\">[vc_row thb_full_width=&#8221;true&#8221; el_class=&#8221;align-justify&#8221;][vc_column width=&#8221;1\/3&#8243;][vc_column_text animation=&#8221;animation left-to-right&#8221;]\n<h1><strong>Na Simples e Suave Coisa\u00a0<\/strong><\/h1>\n<h1><strong> Suave, Coisa Nenhuma<\/strong><\/h1>\n[\/vc_column_text][vc_separator][vc_column_text animation=&#8221;animation bottom-to-top&#8221;]\n<p style=\"text-align: right;\"><strong>03 de abril a<br \/>\n18 de maio de 2024<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>Usina Luis Maluf<\/em><br \/>\n<em>Rua Brigadeiro Galv\u00e3o, 996<\/em><br \/>\n<em>Barra Funda, S\u00e3o Paulo, SP<\/em><\/p>\n[\/vc_column_text][\/vc_column][vc_column width=&#8221;2\/3&#8243; css=&#8221;.vc_custom_1678972569582{padding-left: 30px !important;background-position: center !important;background-repeat: no-repeat !important;background-size: contain !important;}&#8221;][vc_empty_space mobile_height=&#8221;30px&#8221; height=&#8221;0px&#8221;][vc_column_text animation=&#8221;animation bottom-to-top&#8221;]<strong>Na Simples e Suave Coisa<\/strong><\/p>\n<p><strong> Suave, Coisa Nenhuma<\/strong><\/p>\n<p class=\"cvGsUA direction-ltr align-justify para-style-body\"><span class=\"OYPEnA text-decoration-none text-strikethrough-none\">\u00a0<\/span>Que as artes visuais sempre flertaram e se multifacetaram com outras disciplinas, disso j\u00e1 sabemos. Mas o modo como esses c\u00e2mbios se d\u00e3o \u00e9 sempre uma especificidade po\u00e9tica, entendendo assim essa palavra-abismo, a po\u00e9tica, como um conjunto de m\u00e9todos, crit\u00e9rios e procedimentos particulares dos quais uma artista pode se valer para produzir arte, ou conviver com os enigmas singulares de sua cria\u00e7\u00e3o. \u00c9 daqui que partimos para adentrar a trajet\u00f3ria de Janet Vollebregt. Ela fez gradua\u00e7\u00e3o em Arquitetura e Urbanismo, na Holanda, se especializando em projetos sustent\u00e1veis. E desenhar projetos arquitet\u00f4nicos lhe instigou, pois, nesse empenho profissional, a cria\u00e7\u00e3o em si era o que sempre mais lhe interessava.<\/p>\n<p>Mas Janet se via restringida pelas normas de constru\u00e7\u00e3o e as encarava como imposi\u00e7\u00f5es, que em muito n\u00e3o priorizavam o bem estar e as percep\u00e7\u00f5es de quem iria conviver com os espa\u00e7os arquitet\u00f4nicos. Por conta dessa clareza de atua\u00e7\u00e3o, o trabalho de Janet tem uma especificidade quando discutido a partir de uma perspectiva multidisciplinar: n\u00e3o se trata de um di\u00e1logo entre arte e arquitetura, mas talvez de um fluxo, de um tr\u00e2nsito nada est\u00e1vel, tampouco reconhec\u00edvel em seus limites conceituais, entre os dois modos de produzir. A consist\u00eancia de sua obra se d\u00e1 talvez pela aus\u00eancia de fronteiras entre arte e arquitetura. H\u00e1 em seu fazer uma inquietude em definir os seus campos de atua\u00e7\u00e3o. E a dimens\u00e3o objetual de suas obras de arte nos diz sobre essa concentra\u00e7\u00e3o em gestos e tempos de cria\u00e7\u00e3o e acerca da perspectiva projetual que se alia a um outro campo de conhecimento.<\/p>\n<p>Janet teve a chance de ganhar o mundo, morou em muitos pa\u00edses europeus, na Indon\u00e9sia, na Tail\u00e2ndia, na Austr\u00e1lia, no Brasil. Desenvolveu projetos sociais, experimentou cotidianos culturais diversos e se abriu a muitas formas de conhecimento, como o Fen Shue e o Jin Shin Jyutsu, que, de modo resumido, pode ser compreendido como uma arte ancestral de cura e de harmoniza\u00e7\u00e3o da energia vital do corpo. Uma arte do bem viver, que seria inata da sabedoria humana. Esse encontro \u00e9 definidor na trajet\u00f3ria de Vollebregt. Ser adepta ao Jin Shin Jyutsu lhe incentivou a pensar ainda mais os modos de conviver, criar e pensar os espa\u00e7os. Contribuir com uma dimens\u00e3o invis\u00edvel, como ela bem traduz, da pot\u00eancia de campos energ\u00e9ticos \u00e9 uma das intencionalidades de seus trabalhos. \u201cEscolhi n\u00e3o ser terapeuta, mas uma artista que usufrui do Jin Shin Jyutsu, porque me interessa abrir os caminhos ou construir espa\u00e7os em que as pessoas possam descobrir seu potencial \u00edntimo de cura e bem viver. A arte, assim, \u00e9 para mim um intermedi\u00e1rio. Convida ao cuidado de si\u201d, conta a artista.<\/p>\n<p>Janet encontrou morada na Chapada dos Veadeiros, no estado de Goi\u00e1s. Nesse ambiente rico e biodiverso, sua consci\u00eancia se agu\u00e7ou para outra quest\u00e3o importante em seu trabalho: sua produ\u00e7\u00e3o cruza saberes e uma grande diversidade de gestos e m\u00e9todos para desenhar espa\u00e7os que se destinam a experi\u00eancias, projetos instalativos, obras interativas, objetos para sentir, e, por isso, n\u00e3o h\u00e1 limites no que se refere \u00e0 nacionalidade, nem para atender \u00e0 risca uma doutrina religiosa. O Jin Shin Jyutsu atravessa sua po\u00e9tica e ela experimenta linguagens, como pintura e escultura, e manuseios de muitas mat\u00e9rias primas, como tinta \u00f3leo, acr\u00edlico, metais, pedras e cristais. Nessa pluralidade de meios e metamorfoses dos materiais, Janet percebe a arte como \u201cuma ferramenta para comunicar o invis\u00edvel\u201d, ela explica.<\/p>\n<p>A experi\u00eancia de percep\u00e7\u00e3o do p\u00fablico est\u00e1 no cerne de suas intencionalidades, \u00e9 como uma camada que faz o trabalho acontecer com plenitude. Texturas, cores, origens dos materiais, visualidades, composi\u00e7\u00f5es e conviv\u00eancias entre mat\u00e9rias primas integram uma rede de intera\u00e7\u00f5es perceptivas em que o corpo humano, seus chakras, o espa\u00e7o, e os corpos de outros seres se relacionam de modo a afirmarem entre e para si suas presen\u00e7as e seus estados de presen\u00e7a. Em seus trabalhos, presen\u00e7a \u00e9 mat\u00e9ria em fluxo. E nesse sentido, a arte \u00e9 uma esp\u00e9cie de registro material que se engaja em uma tarefa de estar no campo das nossas percep\u00e7\u00f5es e, da\u00ed, nos prop\u00f5e alguns convites: o que \u00e9 o real ou o que estamos vendo e percebendo pertence a que inst\u00e2ncia de real? E como criamos nossas experi\u00eancias de real?<\/p>\n<p>Em sua terceira mostra individual realizada no Brasil, Janet apresenta trabalhos produzidos recentemente. Ming Tang \u00e9 uma s\u00e9rie de 25 pinturas com pedras integradas. Representa\u00e7\u00f5es bidimensionais de paisagens et\u00e9reas espelham pedras, como quartzo rosa, quartzo verde, angelita, malaquita, mangano calcita, fluorita. No Feng Shue, Ming Tang \u00e9 a vista ampla que se tem da casa onde se habita. Uma vista ampla de sua pr\u00f3pria casa influencia a sua vis\u00e3o de mundo. E \u00e9 poss\u00edvel ampliar a vista da casa por meio da arte. Para Janet, pintura e escultura se conectam por suas energias. E assim se mant\u00eam numa rede de energias. Pintura e pedras s\u00e3o mat\u00e9rias, apresentam-se em suas densidades, em seus tempos \u2013 geol\u00f3gicos, de cria\u00e7\u00e3o e de percep\u00e7\u00e3o. Janet tamb\u00e9m prop\u00f5e um projeto in\u00e9dito: as Spirit Houses, esculturas instalativas, em lat\u00e3o, montadas em pedras de quartzo rosa, quartzo verde e \u00e1gata, que t\u00eam como refer\u00eancia as casas de esp\u00edritos tailandesas, destinadas a oferendas. Fazem parte da mostra tamb\u00e9m esculturas em lat\u00e3o, nomeadas por Janet como totens, que, inspiradas em culturas ancestrais, t\u00eam a inten\u00e7\u00e3o de sintonizar e unificar a natureza das energias em fluxo nos espa\u00e7os, ou seja, de propor uma conviv\u00eancia entre o invis\u00edvel, mas sens\u00edvel, em alguma medida das nossas experi\u00eancias.<\/p>\n<p>Esses trabalhos s\u00e3o pensados a partir do que ela chama de \u201cenergia sutil\u201d, algo que est\u00e1 dispon\u00edvel, vibrando e em troca com o ambiente. Cada ser, cada elemento do ambiente (pedras, terra, ar, fogo), cada espa\u00e7o tem campos de energia em atividade. E sua mostra, segundo a pr\u00f3pria artista, \u00e9 uma homenagem \u00e0 terra e \u00e0s energias que podem se converter em presen\u00e7a. O t\u00edtulo da mostra s\u00e3o versos apropriados da m\u00fasica \u201cAmor\u201d, lan\u00e7ada no disco \u201cSecos e molhados\u201d, pela banda de mesmo nome, em 1973, em um momento em que a ditadura militar do Brasil se mostrava muito violenta. A letra da m\u00fasica \u00e9 tamb\u00e9m uma ode \u00e0 leveza, \u00e0 simplicidade, mas logo se converte numa contradi\u00e7\u00e3o. Imposs\u00edvel esquecer de Ney Matogrosso dan\u00e7ando, de saia esvoa\u00e7ante e pluma na cabe\u00e7a. Sua voz acompanha a leveza e a oscila\u00e7\u00e3o do sentimento, da percep\u00e7\u00e3o e da experi\u00eancia do amor (ser\u00e1?). \u201cNa simples e suave coisa \/ Suave, coisa nenhuma\u201d seria sua resposta. E assim, tra\u00e7amos essa livre associa\u00e7\u00e3o de experi\u00eancias entre a letra e os trabalhos da mostra de Janet, que lidam com energias flutuantes, flu\u00eddas, sutis: \u201cLeve, como leve pluma\/ Muito leve, leve pousa\u201d. Uma exposi\u00e7\u00e3o-energia que se presentifica densa e forte, e tamb\u00e9m se vai e esvai por a\u00ed, como \u201cNuvem azul que arrefece\u201d&#8230;.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Galciani Neves<\/p>\n<p class=\"cvGsUA direction-ltr align-end para-style-body\" style=\"text-align: right;\">curadora<\/p>\n[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row thb_full_width=&#8221;true&#8221; thb_row_padding=&#8221;true&#8221; thb_column_padding=&#8221;true&#8221;][vc_column][vc_empty_space height=&#8221;45px&#8221;][vc_raw_html]JTVCc3Bfd3BjYXJvdXNlbCUyMGlkJTNEJTIyMTQ1ODklMjIlNUQ=[\/vc_raw_html][vc_empty_space height=&#8221;45px&#8221;][\/vc_column][\/vc_row][vc_row css=&#8221;.vc_custom_1679489047883{padding-bottom: 15vh !important;}&#8221;][vc_column][vc_raw_html]JTNDaWZyYW1lJTIwc3R5bGUlM0QlMjJ3aWR0aCUzQSUyMDEwMCUyNSUzQiUyMiUyMHNyYyUzRCUyMmh0dHBzJTNBJTJGJTJGbXkubWF0dGVycG9ydC5jb20lMkZzaG93JTJGJTNGbSUzRGFLdDVmQ3l6cHZwJTI2cGxheSUzRDElMjYlMjZ0cyUzRDMwJTNCYW1wJTI2cXMlM0QwJTNCYW1wJTI2JTI2bHAlM0QxJTIyd2lkdGglM0QlMjI4NTMlMjIlMjBoZWlnaHQlM0QlMjI1NDAlMjIlMjBmcmFtZWJvcmRlciUzRCUyMjAlMjIlMjBhbGxvd2Z1bGxzY3JlZW4lM0QlMjJhbGxvd2Z1bGxzY3JlZW4lMjIlM0VGaWxsJTIwYnJvd3NlciUyMHdpbmRvdyUzQyUyRmlmcmFtZSUzRQ==[\/vc_raw_html][\/vc_column][\/vc_row]\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p><b>Janet Vollebregt<\/b><br \/>\n03 de Abr 2024 \u2013 18 de Mai 2024<\/p>\n<p><em>Usina Luis Maluf<br \/>\nRua Brigadeiro Galv\u00e3o, 996<\/em><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":14961,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[165],"tags":[230,265,273,231],"class_list":["post-14976","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-past","tag-janet-vollebregt-en","tag-licida-en","tag-slideshow-en","tag-usina-luis-maluf-en"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/luismaluf.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14976","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/luismaluf.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/luismaluf.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/luismaluf.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/luismaluf.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=14976"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/luismaluf.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14976\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/luismaluf.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/14961"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/luismaluf.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=14976"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/luismaluf.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=14976"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/luismaluf.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=14976"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}