{"id":17359,"date":"2025-07-24T12:19:58","date_gmt":"2025-07-24T15:19:58","guid":{"rendered":"https:\/\/luismaluf.com\/?p=17359"},"modified":"2025-09-30T10:15:57","modified_gmt":"2025-09-30T13:15:57","slug":"deco-adjiman-chao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/luismaluf.com\/en\/past\/deco-adjiman-chao\/","title":{"rendered":"Deco Adjiman | Ch\u00e3o \u00e9 outra palavra para voo"},"content":{"rendered":"<div class=\"wpb-content-wrapper\">[vc_row thb_full_width=&#8221;true&#8221; el_class=&#8221;align-justify&#8221;][vc_column width=&#8221;1\/3&#8243;][vc_column_text css=&#8221;&#8221; animation=&#8221;animation left-to-right&#8221;]\n<h1>Exposi\u00e7\u00e3o Individual<\/h1>\n[\/vc_column_text][vc_separator][vc_column_text css=&#8221;&#8221; animation=&#8221;animation bottom-to-top&#8221;]\n<p style=\"text-align: right;\"><strong>02 de agosto 2025 a<br \/>\n24 de setembro 2025<br \/>\n<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>Luis Maluf Galeria<\/em><br \/>\n<em>Rua Brig. Galv\u00e3o, 996<\/em><br \/>\n<em>Barra Funda, S\u00e3o Paulo, SP<\/em><\/p>\n[\/vc_column_text][\/vc_column][vc_column width=&#8221;2\/3&#8243; css=&#8221;.vc_custom_1678972569582{padding-left: 30px !important;background-position: center !important;background-repeat: no-repeat !important;background-size: contain !important;}&#8221;][vc_empty_space mobile_height=&#8221;30px&#8221; height=&#8221;0px&#8221;][vc_column_text css=&#8221;&#8221; animation=&#8221;animation bottom-to-top&#8221;]\n<h2 style=\"text-align: center;\"><span class=\"OYPEnA font-feature-liga-off font-feature-clig-off font-feature-calt-off text-decoration-none text-strikethrough-none\">Ch\u00e3o \u00e9 outra palavra para voo<br \/>\nDeco Adjiman<\/span><\/h2>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&#8220;<span class=\"OYPEnA font-feature-liga-off font-feature-clig-off font-feature-calt-off text-decoration-none text-strikethrough-none\">Voltar ao ch\u00e3o, ao peso do corpo, \u00e9 voltar a si mesmo. Quando os p\u00e9s tocam o solo, instauramos uma nova rela\u00e7\u00e3o com o mundo: deixamos de pairar sobre a realidade e passamos a habit\u00e1-la. Ao caminhar, o corpo se torna medida do tempo e do espa\u00e7o. Os pensamentos deslizam, circulam. O esp\u00edrito n\u00e3o se fixa, ele, enfim, flutua \u2013 ou melhor, voa. Nessa travessia tudo transmuta: ch\u00e3o torna-se paisagem; horizonte, pauta; pensamento, palavra. \u00c9 sobre esse exerc\u00edcio de coleta e deslocamento, seja do espa\u00e7o ou da escrita, criando a partir disso distintas fabula\u00e7\u00f5es, que se estrutura a produ\u00e7\u00e3o art\u00edstica de Deco Adjiman.<\/span><\/p>\n<p class=\"cvGsUA direction-ltr align-justify para-style-body\"><span class=\"OYPEnA font-feature-liga-off font-feature-clig-off font-feature-calt-off text-decoration-none text-strikethrough-none\">Transformar o ordin\u00e1rio em sagrado \u00e9 um dos compromissos de Adjiman com a mat\u00e9ria natural que re\u00fane, assim como com a arte. Pedras, peda\u00e7os de troncos e galhos, folhas, terra e outros insumos que nos proporcionam a experi\u00eancia ambiental do viver na Terra expandem-se no espa\u00e7o e buscam novos significados em suas m\u00e3os. Tornam-se ferramenta, cor, textura e mem\u00f3ria para ritualizar o entre, esse espa\u00e7o que compreende toda a exist\u00eancia \u2013 \u201ca coisa n\u00e3o est\u00e1 nem na partida nem na chegada, est\u00e1 na travessia\u201d, j\u00e1 diria Guimar\u00e3es Rosa (1908-1967). Neste trajeto muitas s\u00e3o as descobertas e encontros, e na obra de Adjiman n\u00e3o \u00e9 diferente. Dentre elas, a cor alcan\u00e7ada ao moer a terra bruta no pil\u00e3o, coletada em diferentes estados do Brasil, destaca-se como elemento-chave de seu processo atual. A transitoriedade do territ\u00f3rio no espa\u00e7o\/tempo acaba ganhando corpo em ideias e debates, gerando composi\u00e7\u00f5es em que a materialidade da paisagem se converte em linguagem.<\/span><\/p>\n<p class=\"cvGsUA direction-ltr align-justify para-style-body\"><span class=\"OYPEnA font-feature-liga-off font-feature-clig-off font-feature-calt-off text-decoration-none text-strikethrough-none\">A palavra que pontua esta que \u00e9 a primeira individual do artista na Galeria Luis Maluf, em S\u00e3o Paulo, \u00e9 antiga companheira de caminhadas do artista. A paix\u00e3o pela literatura e a troca profunda com o espectador alimentam sua produ\u00e7\u00e3o, como \u00e9 poss\u00edvel ver em \u201cDose de doze\u201d, instala\u00e7\u00e3o in\u00e9dita inserida no primeiro sal\u00e3o da galeria, composta por garrafas, madeira, papel e cordas diversas, entre elas muitas coletadas no mar e em portos atravessados pelo artista. As doses liter\u00e1rias, encapsuladas nos vidros, e que poderiam ter viajado pelos mares como mensagens a serem entregues a algu\u00e9m em algum lugar distante, s\u00e3o\u00a0<\/span><span class=\"OYPEnA font-feature-liga-off font-feature-clig-off font-feature-calt-off text-decoration-none text-strikethrough-none\">trechos e resumos feitos e escolhidos por Adjiman de doze livros enviados por conhecidos que, como ele, nutrem uma pr\u00f3xima rela\u00e7\u00e3o com a escrita. O alfabeto e o gesto que nos \u00e9 t\u00e3o recorrente do l\u00e1pis no papel surgem em diversos trabalhos ao longo do espa\u00e7o, mesmo na aus\u00eancia concreta da palavra \u2013 como se pud\u00e9ssemos ler as hist\u00f3rias inscritas nas mat\u00e9rias-primas naturais com as quais as pe\u00e7as foram criadas.<\/span><\/p>\n<p class=\"cvGsUA direction-ltr align-justify para-style-body\"><span class=\"OYPEnA font-feature-liga-off font-feature-clig-off font-feature-calt-off text-decoration-none text-strikethrough-none\">Entre outras tantas produ\u00e7\u00f5es preparadas especialmente para esta mostra est\u00e1 \u201cAscens\u00e3o\u201d, escultura rec\u00e9m-produzida em uma resid\u00eancia feita por Adjiman no Parque Nacional do Itatiaia, divisa entre os estados do Rio de Janeiro e Minas Gerais, na Serra da Mantiqueira. A obra \u00e9 como uma paisagem desconstru\u00edda. Traz em si cordas tingidas cada qual pela terra de uma das quatro montanhas escaladas pelo artista na regi\u00e3o. Os longos fios de algod\u00e3o possuem as medidas das circunfer\u00eancias dos cumes, como em um abra\u00e7o la\u00e7ado. Os troncos, de alturas que fazem refer\u00eancia \u00e0s das pr\u00f3prias montanhas, apoiam-se na paisagem entalhada na madeira, que recria a linha de eleva\u00e7\u00f5es de tais forma\u00e7\u00f5es rochosas, entre elas a do Pico das Agulhas Negras, o quinto mais alto do Brasil.<\/span><\/p>\n<p class=\"cvGsUA direction-ltr align-justify para-style-body\"><span class=\"OYPEnA font-feature-liga-off font-feature-clig-off font-feature-calt-off text-decoration-none text-strikethrough-none\">Al\u00e9m de local de coleta e destino, o topo das montanhas tamb\u00e9m \u00e9 onde o ch\u00e3o encontra o c\u00e9u e os tantos poss\u00edveis voos da mente. Nesse mundo que se desdobra abaixo de nossos olhos se apresenta um imenso organismo vivo no qual tudo est\u00e1 conectado. Foi tal epifania que teve o naturalista Alexander von Humboldt (1769-1859) ao escalar em 1802 a montanha de Chimborazo, nos Andes, ate\u0301 ent\u00e3o tida como a mais alta do mundo. No retorno, Humboldt desenhou seu famoso \u201cNaturgema\u0308lde\u201d, que revolucionou o entendimento da natureza que temos ate\u0301 os dias de hoje, dando-nos a no\u00e7\u00e3o atual de Ecologia. \u00c9 esse mesmo instigante e natural caminho que segue Deco Adjiman. Uma busca pela beleza do caminho e pela pot\u00eancia de quem est\u00e1 sempre em movimento a fim de conectar-se \u00e0 terra.&#8221;\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span class=\"OYPEnA font-feature-liga-off font-feature-clig-off font-feature-calt-off text-decoration-none text-strikethrough-none\">Ana Carolina Ralston<br \/>\nCuradora<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div style=\"text-align: center;\"><\/div>\n[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row thb_full_width=&#8221;true&#8221; thb_row_padding=&#8221;true&#8221; thb_column_padding=&#8221;true&#8221;][vc_column][vc_empty_space height=&#8221;45px&#8221;][vc_separator css_animation=&#8221;left-to-right&#8221;][vc_empty_space height=&#8221;45px&#8221;][\/vc_column][\/vc_row][vc_row css=&#8221;.vc_custom_1718130856881{padding-bottom: 15vh !important;}&#8221;][vc_column][vc_raw_html css=&#8221;&#8221;]JTVCc3Bfd3BjYXJvdXNlbCUyMGlkJTNEJTIyMTczNDglMjIlNUQ=[\/vc_raw_html][\/vc_column][\/vc_row][vc_row thb_full_width=&#8221;true&#8221; thb_row_padding=&#8221;true&#8221; thb_column_padding=&#8221;true&#8221;][vc_column][vc_empty_space height=&#8221;45px&#8221;][vc_separator css_animation=&#8221;left-to-right&#8221;][vc_empty_space height=&#8221;45px&#8221;][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_raw_html css=&#8221;&#8221;]JTNDaWZyYW1lJTIwc3R5bGUlM0QlMjJ3aWR0aCUzQSUyMDEwMCUyNSUzQiUyMiUyMHNyYyUzRCUyMmh0dHBzJTNBJTJGJTJGbXkubWF0dGVycG9ydC5jb20lMkZzaG93JTJGJTNGbSUzRG9kbVRVZXRIWGNvJTI2YW1wJTNCcGxheSUzRDElMjZhbXAlM0JhbXAlMjZhbXAlM0J0cyUzRDMwJTNCYW1wJTI2YW1wJTNCcXMlM0QwJTNCYW1wJTI2YW1wJTNCYW1wJTI2YW1wJTNCbHAlM0QxJTIyd2lkdGglM0QlMjI4NTMlMjIlMjBoZWlnaHQlM0QlMjI1NDAlMjIlMjBmcmFtZWJvcmRlciUzRCUyMjAlMjIlMjBhbGxvd2Z1bGxzY3JlZW4lM0QlMjJhbGxvd2Z1bGxzY3JlZW4lMjIlM0VGaWxsJTIwYnJvd3NlciUyMHdpbmRvdyUzQyUyRmlmcmFtZSUzRQ==[\/vc_raw_html][\/vc_column][\/vc_row]\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p><b>Exposi\u00e7\u00e3o Individual<\/b><br \/>\n02 de Ago 2025 \u2013 24 de Set 2025<\/p>\n<p><em>Luis Maluf Galeria<br \/>\nRua Brig. 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